Animada para a volta ao trabalho depois de bons dias de férias, abro o jornal e logo encontro um artigo entitulado "A tecnologia e a educação", da professora Márcia Luzia Prim. Me inspirei pra abrir o blog e transcrevo abaixo o texto:
"As novas tecnologias são ferramentas extremamente importantes como recursos para o processo de ensino e aprendizagem. Os alunos são sinestésicos e compartilham de imagens e sons para aprender. Nossa geração era censurada e não tinha acesso aos programas de TV, tampouco a filmes após o horário estipulado pela ditadura.
Nós, da geração de 70 e 80, não tínhamos à disposição os recursos que existem hoje. As crianças do século 21 são modernas e conhecem os controles remotos, os DVDs, os celulares moderníssimos, os MPs 3,4,5. Enfim, são plugadas no mundo virtual.
Na escola, as tecnologias disponíveis hoje ainda não são essenciais. No entanto, nós podemos mudar a nossa prática pedagógica e auxiliar os alunos a usar de maneira correta os novos recursos, como a internet.(...)
Os recursos do Portal do Professor e os programas da TV Escola podem fazer a diferença no processo de ensino e aprendizagem.
Navegando por determinados sites de busca encontramos aulas virtuais, conteúdos complexos em formato de slides de fácil entendimento, bibliotecas virtuais com uma gama excepcional de obras e até simulados para vestibulares e para o polêmico Enem. Não esquecendo dos cursos universitários disponíveis.
O professor que não usar dos recursos tecnológicos para as suas aulas está perdendo a riqueza e a essência da compreensão por parte dos alunos. Quando há essa troca mútua de informações, a aprendizagem é eficaz e prazerosa. O século 21 é dos plugados em tempo real e não podemos retroceder e ficar desligados desta geração."
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Desejo a vocês, Professores...
DESEJO
"Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.
Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.
Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.
Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.
Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.
Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.
Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.
Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.
Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.
Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar ".
Vitor Hugo
PARABÉNS PROFESSORES!!!
Atendimento Educacional Especializado
É um serviço da Educação Especial, de caráter complementar ou suplementar, voltado para a formação dos alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação, considerando as suas necessidades específicas de forma a promover acesso, participação e interação nas atividades escolares. Ele perpassa todos os níveis, etapas e modalidades de ensino, sem substituí-los, garantindo o direito de todas as crianças, jovens e adultos à educação escolar comum. Ele constitui oferta obrigatória dos sistemas de ensino, todavia, participam do AEE os alunos que dele necessitam. O AEE é realizado no turno inverso ao da sala de aula comum. Leia mais...
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A Identidade das Assistentes Técnico Pedagógico
SOBRE A IDENTIDADE DAS ATPS: UMA PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO NA EDUCAÇÃO
A começar pelo nome do Cargo: Assistente Técnico Pedagógico, o que prevalece aqui? Nas escolas atuamos nas funções técnicas ou atuamos nas funções pedagógicas? Em realidade há uma mistura deliberada de funções. E nessa ordem não estamos contribuindo para qualificar a educação. O nosso trabalho não aparece na escola, ele não é considerado relevante para o corpo docente, na medida em que esse corpo docente continua não tendo o apoio pedagógico necessário. Assumimos múltiplas funções e daí? Qualificamos a prática pedagógica, contribuímos para o tão desejado salto de qualidade na escola pública? Há que se ponderar sobre esse fato, se quisermos construir um novo paradigma, pela práxis, para a função das ATPs nas escolas.
Os professores nos têm visto mais como Orientadoras. Tem também se frustrado pelo fato de que esperam eles que assumamos práticas autoritárias que não cabem mais na educação. (...)
Outro fator, deveras importante, ir para a sala de aula substituir os professores, seja porque ainda não se contratou um substituto, porque o professor está de atestado, porque é aula vaga, é a nossa função? Improvisar na sala, ainda, que a maioria de nós, tenha a formação para a prática docente, e o tempo para planejar as aulas? Mesmo o melhor dos artistas, não prescinde de um roteiro para a sua apresentação.
Então, não podemos desviar do foco. É importante que estejamos lá na escola. É sim, estamos aprendendo a duras penas que o problema é estrutural e cultural. Naturalizou-se a violência. Um efeito cascata tem se posto aí. As práticas autoritárias ainda estão na raiz. Não tem havido espaço para o diálogo, para a civilidade, para uma ação comunicativa aos modos de Habermas .
Em linhas gerais, é isso que acontece nas escolas, pode haver variação entre uma e outra, porém, não desqualifica a análise que faço.
E a escola pública continua sendo a grande possibilidade para a classe trabalhadora, não só usufruir dos bens acumulados historicamente, tanto quanto ampliar a consciência, que é o mais importante, para transformar essa sociedade que está aí.
Então, o que queremos é exercer com profissionalismo a nossa função. Porém, sem antes irmos fundo nessas questões, que são importantíssimas, não avançaremos.
A começar pelo nome do Cargo: Assistente Técnico Pedagógico, o que prevalece aqui? Nas escolas atuamos nas funções técnicas ou atuamos nas funções pedagógicas? Em realidade há uma mistura deliberada de funções. E nessa ordem não estamos contribuindo para qualificar a educação. O nosso trabalho não aparece na escola, ele não é considerado relevante para o corpo docente, na medida em que esse corpo docente continua não tendo o apoio pedagógico necessário. Assumimos múltiplas funções e daí? Qualificamos a prática pedagógica, contribuímos para o tão desejado salto de qualidade na escola pública? Há que se ponderar sobre esse fato, se quisermos construir um novo paradigma, pela práxis, para a função das ATPs nas escolas.
Os professores nos têm visto mais como Orientadoras. Tem também se frustrado pelo fato de que esperam eles que assumamos práticas autoritárias que não cabem mais na educação. (...)
Outro fator, deveras importante, ir para a sala de aula substituir os professores, seja porque ainda não se contratou um substituto, porque o professor está de atestado, porque é aula vaga, é a nossa função? Improvisar na sala, ainda, que a maioria de nós, tenha a formação para a prática docente, e o tempo para planejar as aulas? Mesmo o melhor dos artistas, não prescinde de um roteiro para a sua apresentação.
Então, não podemos desviar do foco. É importante que estejamos lá na escola. É sim, estamos aprendendo a duras penas que o problema é estrutural e cultural. Naturalizou-se a violência. Um efeito cascata tem se posto aí. As práticas autoritárias ainda estão na raiz. Não tem havido espaço para o diálogo, para a civilidade, para uma ação comunicativa aos modos de Habermas .
Em linhas gerais, é isso que acontece nas escolas, pode haver variação entre uma e outra, porém, não desqualifica a análise que faço.
E a escola pública continua sendo a grande possibilidade para a classe trabalhadora, não só usufruir dos bens acumulados historicamente, tanto quanto ampliar a consciência, que é o mais importante, para transformar essa sociedade que está aí.
Então, o que queremos é exercer com profissionalismo a nossa função. Porém, sem antes irmos fundo nessas questões, que são importantíssimas, não avançaremos.
Afinal, que identidade queremos?
Sandra Maria Souza Padilha Novak
ATP - EEB. Prof. Mário Garcia - Camboriú – SC
Professor...
Professor disciplinado, professor bem sucedido.
Professor equilibrado, professor iluminado!
Nos dias atuais, muitos professores sentem-se cada vez mais pressionados diante do desafio de ser um educador. um grande número de escolas enxerga os alunos como clientes e não raro transforma o ensino em mercadoria. outras enlouquecem seus mestres com inúmeras exigências descabidas de que as aulas devem ser verdadeiros shows de graça, humor e macetes. Nada contra o bom humor, desde que ele seja um caminho natural do profissional e não uma imposição didática.
Além dessas pressões o professor também tem que administrar, na maioria dos casos, uma pesada carga horária imposta pela necessidade de sobrevivência. São horas e mais horas em sala de aula que furtam a possibilidade do hiato necessário para a elaboração dos conteúdos das aulas. O que fazer diante desta complexa engrenagem? Como não perder a motivação e o foco da missão que estão implícitos em uma das mais significatrivas profissões existentes? Qual o papel da organização material e emocional na arte de ensinar?
Assim como um corpo entra em colapso quando as suas células estão em desarmonia, também ocorre com a vida de cada um de nós sempre que nos desarmonizamos e nos desorganizamos, seja física, mental ou emocionalmente.
O professor é um dos profissionais que mais sofre com a falta de organização em seu dia-a-dia, porque ele é o catalisador do processo de aprendizagem na vida de muitas pessoas. Ele é o protagonista que recebe todos os holofotes na dinâmica escola+professor+aluno+família+sociedade, esteja preparado ou não para esse espetáculo. Ainda mais forte que o reflexo daquilo que ensina é a força do seu exemplo, pois um mestre serve, consciente ou inconscientemente, de espelho para seus alunos. Embora nem sempre o aluno consiga reconhecer de maneira clara e imediata a importância de seus professores, ao longo da sua vida ele recorrerá inúmeras vezes às lembranças, ensinamentos e valores que foram transmitidos por seus mestres.
Quem de nós não se recorda de professores competentes, realizados e felizes com a sua missão? Quem não guarda preciosas lembranças dos mestres que sempre tinham uma palavra de estímulo para os momentos difícies, estivessem eles ligados aos nossos processos de aprendizagem ou até mesmo a questões pessoais? Quantas pessoas escolheram suas profissões, estilo de vida e ideologias a partir de reflexões inspiradas por esses heróis da educação?
Professores que deixam marcas positivas certamente estão atentos à enorme importância entre o equilíbrio externo, entre aquilo que sentem e aquilo que devem fazer. Justamente nessa dança das emoções e das ações reside um dos maiores segredos do sucesso desse profissional.
Possuir um bom planejamento estratégico para o ano, preparar bem as aulas e ter uma ótima didática são pilares fundamentais, mas estar psicologicamente preparado para a arte de ensinar é essencial! O autoconhecimento é precioso para aqueles que desejam ensinar com qualidade e disciplina, pois quem se conhece bem não é reativo ao meio, tampouco vulnerável aos rompantes das crianças e jovens ou alvo fácil das pressões de estresse diário. Aquele que se conhece bem sabe a hora de parar, de tirar um tempo para uma pausa durante o dia, seja para uma caminhada ou para descansar a mente e, principalmente, sabe a importância de dizer não para aquilo que tentam lhe delegar, mas que nem sempre é possível assumir. Saber reconhecer as próprias potencialidades é que fará a organização germinar de dentro para fora e com ela irradiar a luz daqueles que dão o seu melhor para sua missão de vida.
Texto de Lígia Guerra, http://www.ligiagerra.com/, http://ligiaguerra.blogspot.com/, http://www.gazetadopovo.com.br/blog/mulheresasavessas/?id=1008888
Retirado da Revista Aprendizagem.
Limites! - Uma visão da escola em relação ao mundo atual
A função social da escola, até meados do século XX, foi definida como a de transmitir o conhecimento científico acumulado às novas gerações. Hoje, com o esvaziamento do papel moralizador da igreja e a mudança na estrutura da família, a sociedade espera que a escola socialize, ensine os conteúdos e moralize crianças e jovens.
A instituição Escola vive hoje um momento de reflexão acerca de seu papel. Passou de autoritária, ou seja, baseada em verdades universais, estabelecendo regras sem reflexão de seus princípios, obediência acima de qualquer questionamento, relação professor-aluno baseada no poder e cumprimento das normas atrelado a um mecanismo penal, para uma escola permissiva. Ao mesmo tempo houve uma mudança significativa na estrutura da família - de patriarcal, constituída por familiares de diversos graus de parentesco que ofereciam modelos de identificação, para a família nuclear, anônima, isolada e desenraizada de sua origem.
Como então educar crianças e jovens para liderarem com as maravilhas e as ameaças que os novos tempos carregam? Mais: como educar a nós mesmos para nos desfazermos de ideias, conceitos, valores, formas de pensamento e de comportamento que não mais têm lugar atualmente?
Não podemos viver no saudosismo da estrutura familiar vivida até a década de 60. Atualmente pai e mãe tem ampla jornada de trabalho e/ou estudos, buscam suprir demandas do mundo consumista, vivem excesso de informações e, não raro, são permissivos na tentativa de não perder tempo com exigências do processo educativo. Portanto, adultos com amplos sintomas sociais que, muitas vezes, não são identificações estruturantes para seus filhos.
Essa é a realidade dos alunos que chegam à nossa escola. Nós, professores e também pais, vivemos intensas e profundas transformações e estamos, portanto, no centro e na borda desse processo.
No Colégio Integral, reconhecemos que transmitir nesse emaranhado não é tarefa simples. O limite é o espaço de ação da criança e do adolescente, ou seja, a validação do adulto em relação a comportamentos, atitudes e sentimentos próprios de cada fase. Diferente do que permeia o senso comum, dar limite não está vinculado só ao "não", mas também às possibilidades. Em contrapartida, o "não" como ação restritiva deve ser usado sem medo, sempre que necessário.
Além disso, os comportamentos e as atitudes estão muitas vezes imbuídos de tristeza, raiva, medo, sentimentos que podem ser vividos pelo aluno e precisam ser compreendidos e suportados pelo adulto. Isso não significa dizer que, por estar com raiva, pode-se agredir física ou verbalmente alguém.
O espaço escolar não comporta a supremacia do desejo individual sobre o coletivo, nem a hegemonia de expressão coletiva em detrimento da expressão do indivíduo. Da constante tensão e negociação entre indivíduo e coletivo surge uma possibilidade de compreensão na qual a vontade coletiva não anula a individual e vice-versa.
Essas reflexões permitem enxergar nosso limite como escola.
A instituição Escola vive hoje um momento de reflexão acerca de seu papel. Passou de autoritária, ou seja, baseada em verdades universais, estabelecendo regras sem reflexão de seus princípios, obediência acima de qualquer questionamento, relação professor-aluno baseada no poder e cumprimento das normas atrelado a um mecanismo penal, para uma escola permissiva. Ao mesmo tempo houve uma mudança significativa na estrutura da família - de patriarcal, constituída por familiares de diversos graus de parentesco que ofereciam modelos de identificação, para a família nuclear, anônima, isolada e desenraizada de sua origem.
Como então educar crianças e jovens para liderarem com as maravilhas e as ameaças que os novos tempos carregam? Mais: como educar a nós mesmos para nos desfazermos de ideias, conceitos, valores, formas de pensamento e de comportamento que não mais têm lugar atualmente?
Não podemos viver no saudosismo da estrutura familiar vivida até a década de 60. Atualmente pai e mãe tem ampla jornada de trabalho e/ou estudos, buscam suprir demandas do mundo consumista, vivem excesso de informações e, não raro, são permissivos na tentativa de não perder tempo com exigências do processo educativo. Portanto, adultos com amplos sintomas sociais que, muitas vezes, não são identificações estruturantes para seus filhos.
Essa é a realidade dos alunos que chegam à nossa escola. Nós, professores e também pais, vivemos intensas e profundas transformações e estamos, portanto, no centro e na borda desse processo.
No Colégio Integral, reconhecemos que transmitir nesse emaranhado não é tarefa simples. O limite é o espaço de ação da criança e do adolescente, ou seja, a validação do adulto em relação a comportamentos, atitudes e sentimentos próprios de cada fase. Diferente do que permeia o senso comum, dar limite não está vinculado só ao "não", mas também às possibilidades. Em contrapartida, o "não" como ação restritiva deve ser usado sem medo, sempre que necessário.
Além disso, os comportamentos e as atitudes estão muitas vezes imbuídos de tristeza, raiva, medo, sentimentos que podem ser vividos pelo aluno e precisam ser compreendidos e suportados pelo adulto. Isso não significa dizer que, por estar com raiva, pode-se agredir física ou verbalmente alguém.
O espaço escolar não comporta a supremacia do desejo individual sobre o coletivo, nem a hegemonia de expressão coletiva em detrimento da expressão do indivíduo. Da constante tensão e negociação entre indivíduo e coletivo surge uma possibilidade de compreensão na qual a vontade coletiva não anula a individual e vice-versa.
Essas reflexões permitem enxergar nosso limite como escola.
* Artigo produzido pela equipe técnica do Colégio Integral (Curitiba - PR):
Profs. Jan Nowak Neto, Mariana Nogueira, Sandra Vieira de Almeida e Mariza Pan.
Retirado da Revista Aprendizagem
9 Dicas Para Usar Bem a Tecnologia
O INÍCIO Se você quer utilizar a tecnologia em sala, comece investigando o potencial das ferramentas digitais. Uma boa estratégia é apoiar-se nas experiências bem-sucedidas de colegas.
O FUNDAMENTAL Familiarize-se com o básico do computador e da internet. Conhecer processadores de texto, correio eletrônico e mecanismo de busca faz parte do cardápio mínimo.
O ESPECÍFICO Antes de iniciar a atividade em sala, certifique-se de que você compreende as funções elementares dos aparelhos e aplicativos que pretende usar na aula.
A AMPLIAÇÃO Para avançar no uso pedagógico das TICs, cursos como os oferecidos pelo Proinfo (programa de inclusão digital do MEC) são boas opções.
O AUTODIDATISMO A internet também ajuda na aquisição de conhecimentos técnicos. Procure os tutoriais, textos que explicam passo a passo o funcionamento de programas e recursos.
Leia a reportagem completa na revista Nova Escola, online ou Edição 223 de Junho 2009.
O CURRÍCULO No planejamento anual, avalie quais conteúdos são mais bem abordados com a tecnologia e quais novas aprendizagens, necessárias ao mundo de hoje, podem ser inseridas.
O FUNDAMENTAL Familiarize-se com o básico do computador e da internet. Conhecer processadores de texto, correio eletrônico e mecanismo de busca faz parte do cardápio mínimo.
O AUTODIDATISMO A internet também ajuda na aquisição de conhecimentos técnicos. Procure os tutoriais, textos que explicam passo a passo o funcionamento de programas e recursos.
A SEGURANÇA Discutir precauções no uso da internet é essencial, sobretudo na comunicação online. Leve para a classe textos que orientem a turma para uma navegação segura.
A PARCERIA Em caso de dúvidas sobre a tecnologia, vale recorrer aos próprios alunos. A parceria não é sinal de fraqueza: dominando o saber em sua área, você seguirá respeitado pela turma.
Leia a reportagem completa na revista Nova Escola, online ou Edição 223 de Junho 2009.
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Revista TV Escola - tecnologias na educação
O que a escola faz com a tecnologia? E o que a tecnologia faz com a escola?
Alberto Tornaghi*
Quando nós educadores nos deparamos com perguntas como essas, a primeira resposta é que a tecnologia nada faz, quem faz algo na escola são os educadores, os alunos, os gestores, enfim, a gente que está lá. A tecnologia seria uma espécie de ferramenta que nos permitiria dar aulas com maior eficiência. Quero convidá-los então, a refletir sobre o que fazem as tecnologias na escola.
Vejamos a internet como fonte de pesquisa e de informações. É recorrente a reclamação de alunos que apenas copiam e colam informações da internet e apresentam textos como trabalhos seus. Não há dúvida de que isso acontece, mas não é diferente do que ocorria, com frequência, no tempos das enciclopédias em papel. em que sentido a internet nos permite ir além disso? No exercício de autoria. Há diversos modos pelos quais a internet pode contribuir para que a pesquisa escolar se transforme em processo de criação real e de autoria. Um deles pode ser radicalizando a experiência de opiar e colar: pode-se sugerir aos alunos que criem um texto que seja, de fato, uma colagem de trechos de outros textos, mas que inclua mais de uma fonte (ao menos três ou quatro). Ao copiar os alunos devem selecionar as fontes. Para reunir fragmentos de muitas fontes, produzindo um texto que tenha sentido, precisarão fazer leitura crítica dos originais. Se puserem breves comentários de forma a simplificar ou amplificar alguma explicação - informando por que escolheram aqueles trechos - estarão experimentando um pouco do que é a vida do cientista.
Pode-se ir além. se a produção dos alunos tiver como foco ensinar aos colegas os temas que estudaram, o trabalho poderá ser publicado tanto na rede local da escola como na própria internet, em algum blog. Desta forma, a produção dos alunos deixa de ter como destino o fundo da gaveta do professor e passa a ter função social. Observe, então, que, neste caso, a internet funciona não só como fonte de pesquisa, mas também, como espaço de publicação. (...) Leia o texto na íntegra na revista TV Escola de Março/ Abril 2010. Leia também outros artigos (todos muito interessantes) baixando a revista completa!
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11 Regras para ter sucesso na vida profissional
“O reitor de uma Universidade do Sul da Califórnia enviou um e-mail para a Microsoft convidando Bill Gates a fazer um discurso no dia de formatura, incentivando os formandos no início de suas carreiras e, para sua surpresa, Bill Gates aceitou. Esperava-se que ele fizesse um discurso longo, de mais de uma hora, afinal ele é o dono da Microsoft e possuiu a maior fortuna pessoal do mundo! Mas Bill foi extremamente lacônico, falou apenas durante 5 minutos, subiu em seu helicóptero e foi embora. A seguir, as 11 regras que ele compartilhou com os formandos naquela ocasião:
- Vocês estão se formando e deixando os bancos escolares, para enfrentarem a vida lá fora. Não a vida que você querem, não a vida que vocês sonharam ter, a vida como ela é. Você estão saindo de um mundo educacional que está pervertendo o conceito da educação, adotando um esquema que visa proporcionar uma vida fácil para a nova geração. Essa política educacional leva as pessoas a falharem em suas vidas pessoais e profissionais mais tarde. Vou compartilhar com vocês onze regras que não se aprendem nas escolas:
Regra 1: A vida não é fácil. Acostume-se com isso.
Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa de útil por ele (o mundo) antes de aceitá-lo.
Regra 3: Você não vai ganhar vinte mil dólares por mês assim que sair da faculdade. Você não será vice-presidente de uma grande empresa, com um carrão e um telefone à sua disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e ter seu próprio telefone.
Regra 4: Se você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seu avós tinham uma palavra diferente para isso. Eles chamavam isso de “oportunidade”
Regra 6: Se você fracassar não ache que a culpa é de seus pais. Não lamente seus erros, aprenda com eles.
Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por terem de pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então, antes de tentar salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente arrumar o seu próprio quarto.
Regra 8: Sua escola pode ter criado trabalhos em grupo, para melhorar suas notas e eliminar a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar para ficar de DP até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola está despedido… RUA! Faça certo da primeira vez.
Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre férias de verão e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
Regra 10: Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.
Regra 11: Seja legal com os CDF´s – aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas. Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.”
- Vocês estão se formando e deixando os bancos escolares, para enfrentarem a vida lá fora. Não a vida que você querem, não a vida que vocês sonharam ter, a vida como ela é. Você estão saindo de um mundo educacional que está pervertendo o conceito da educação, adotando um esquema que visa proporcionar uma vida fácil para a nova geração. Essa política educacional leva as pessoas a falharem em suas vidas pessoais e profissionais mais tarde. Vou compartilhar com vocês onze regras que não se aprendem nas escolas:
Regra 1: A vida não é fácil. Acostume-se com isso.
Regra 2: O mundo não está preocupado com a sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa de útil por ele (o mundo) antes de aceitá-lo.
Regra 3: Você não vai ganhar vinte mil dólares por mês assim que sair da faculdade. Você não será vice-presidente de uma grande empresa, com um carrão e um telefone à sua disposição, antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e ter seu próprio telefone.
Regra 4: Se você acha que seu pai ou seu professor são rudes, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
Regra 5: Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seu avós tinham uma palavra diferente para isso. Eles chamavam isso de “oportunidade”
Regra 6: Se você fracassar não ache que a culpa é de seus pais. Não lamente seus erros, aprenda com eles.
Regra 7: Antes de você nascer seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por terem de pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são “ridículos”. Então, antes de tentar salvar o planeta para a próxima geração, querendo consertar os erros da geração dos seus pais, tente arrumar o seu próprio quarto.
Regra 8: Sua escola pode ter criado trabalhos em grupo, para melhorar suas notas e eliminar a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete mais de ano e tem quantas chances precisar para ficar de DP até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola está despedido… RUA! Faça certo da primeira vez.
Regra 9: A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre férias de verão e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
Regra 10: Televisão não é vida real. Na vida real, as pessoas têm que deixar o barzinho ou a boate e ir trabalhar.
Regra 11: Seja legal com os CDF´s – aqueles estudantes que os demais julgam que são uns babacas. Existe uma grande probabilidade de você vir a trabalhar para um deles.”
* Recebido por e-mail. Não sei real que foi realmente dito por Bill Gates,
mas que as 11 regras são verdadeiras são!!!
Projeto na Escola e Projeto de Vida
Falar em projeto na escola se tornou algo comum. Para tudo é feito um projeto e a tudo é dado o nome de projeto.. Mas não deveria ser assim. Para Nilson José Machado, no texto "Projeto de Vida", há uma banalização do uso da palavra projeto na escola.
“Todo trabalho se chama projeto. É como aqui na faculdade: todos precisam estar desenvolvendo projetos, mas nem tudo são realmente projetos. Alguns são trabalhos. Um curso de capacitação, por exemplo, é um trabalho não um projeto. A essência do projeto é a incerteza de sua realização.”
O texto traz uma visão muito clara e inovadora de Projeto. Ele defende a idéia de projeto como futurição - um termo que pode ser entendido como lançar-se sempre para o futuro.
Ele diz ainda que "Para o educador, os projetos não precisam estar presos apenas a pesquisas de assuntos sofisticados para despertar o interesse e a criatividade dos estudantes. No ensino fundamental, por exemplo, basta pedir para que os alunos olhem para o céu, para a lua e para o sol. A lua e o sol parecem ser do mesmo tamanho, mas o sol é muito maior. Por que não parece ser assim? É uma pergunta que muitos adultos não pensam sobre ela. Acontece que o diâmetro do sol é 400 vezes maior que o da lua, mas por um capricho exato da natureza, ela está 400 vezes mais distante da Terra que a Lua causando a impressão da lua e do sol serem do mesmo tamanho.”
“Todo trabalho se chama projeto. É como aqui na faculdade: todos precisam estar desenvolvendo projetos, mas nem tudo são realmente projetos. Alguns são trabalhos. Um curso de capacitação, por exemplo, é um trabalho não um projeto. A essência do projeto é a incerteza de sua realização.”
O texto traz uma visão muito clara e inovadora de Projeto. Ele defende a idéia de projeto como futurição - um termo que pode ser entendido como lançar-se sempre para o futuro.
Ele diz ainda que "Para o educador, os projetos não precisam estar presos apenas a pesquisas de assuntos sofisticados para despertar o interesse e a criatividade dos estudantes. No ensino fundamental, por exemplo, basta pedir para que os alunos olhem para o céu, para a lua e para o sol. A lua e o sol parecem ser do mesmo tamanho, mas o sol é muito maior. Por que não parece ser assim? É uma pergunta que muitos adultos não pensam sobre ela. Acontece que o diâmetro do sol é 400 vezes maior que o da lua, mas por um capricho exato da natureza, ela está 400 vezes mais distante da Terra que a Lua causando a impressão da lua e do sol serem do mesmo tamanho.”
Interessante! No final de seu texto ele fala sobre os Projetos Pessoais, Projetos de Vida! Questiono se alguém tem seu projeto de vida. Não sonhos possíveis (ou impossíveis), idéias, vontades, mas algo que projete "para frente, para o futuro, com uma meta a ser alcançada, com uma dúvida a ser respondida, com busca de conhecimento".
Leia o texto na íntegra. Reflita. Divulgue para seus professores! Acesse: Projeto de Vida.
"As histórias só acontecem às pessoas que sabem contá-las." Allan Gurganus
...Eu não tinha um. Agora já começo a ter!!...
Formação Continuada de Professores - Um desafio!
Conseguir convencer um grupo de professores a fazer um curso ou formar um grupo de estudos é uma tarefa difícil. As desculpas são quase sempre a falta de tempo, quando não, o próprio desinteresse por acreditar que já se aprendeu na formação inicial o suficiente para lecionar. A escola, hoje, já não é mais a detentora do saber. A velocidade dos acontecimentos obriga esses mesmos docentes a uma constante atualização e a escola necessita ressignificar sua prática.
A formação inicial se refere aos cursos de graduação e especialização, onde se estuda as teorias educacionais e a didática de ensino. Estes cursos transmitem uma base e uma visão geral do que é educação, do que é o ensino/ aprendizagem - muitas vezes de forma aligeirada sem dar valor à prática docente. Entretanto é no dia-a-dia que surgem desafios e situações adversas que obrigam por em prática teorias e conhecimentos.
A proposta da formação continuada dentro da escola é uma maneira de aproximar teorias da realidade pedagógica de cada escola. O tema estudado no curso ou no grupo de estudo deve ser escolhido para gerar discussões acerca das situações vividas em cada sala de aula, oportunizando a troca de experiências, de conhecimentos, de idéias e opiniões. Representa um momento valioso de oportunidade de colocar os profissionais em contato com as discussões teóricas atuais e aquisição de novas metodologias e competências, contribuindo para mudanças que se fazem urgentes para melhoria da ação pedagógica na escola.
A formação continuada busca um trabalho de reflexividade crítica sobre as práticas e de (re)construção permanente de uma identidade pessoal e profissional, num processo de interação mútua. O grupo docente se fortalece porque todos passam a ter objetivos e metodologias bem definidos e a escola deixa de ter salas de aula fechadas em si mesmas. Os reflexos de uma escola onde existem profissionais comprometidos com a educação são observados nos alunos mais interessados e estimulados para a aprendizagem
A formação inicial se refere aos cursos de graduação e especialização, onde se estuda as teorias educacionais e a didática de ensino. Estes cursos transmitem uma base e uma visão geral do que é educação, do que é o ensino/ aprendizagem - muitas vezes de forma aligeirada sem dar valor à prática docente. Entretanto é no dia-a-dia que surgem desafios e situações adversas que obrigam por em prática teorias e conhecimentos.
A proposta da formação continuada dentro da escola é uma maneira de aproximar teorias da realidade pedagógica de cada escola. O tema estudado no curso ou no grupo de estudo deve ser escolhido para gerar discussões acerca das situações vividas em cada sala de aula, oportunizando a troca de experiências, de conhecimentos, de idéias e opiniões. Representa um momento valioso de oportunidade de colocar os profissionais em contato com as discussões teóricas atuais e aquisição de novas metodologias e competências, contribuindo para mudanças que se fazem urgentes para melhoria da ação pedagógica na escola.
A formação continuada busca um trabalho de reflexividade crítica sobre as práticas e de (re)construção permanente de uma identidade pessoal e profissional, num processo de interação mútua. O grupo docente se fortalece porque todos passam a ter objetivos e metodologias bem definidos e a escola deixa de ter salas de aula fechadas em si mesmas. Os reflexos de uma escola onde existem profissionais comprometidos com a educação são observados nos alunos mais interessados e estimulados para a aprendizagem
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A Educação Está Mudando Radicalmente
Encontrei este texto em meus arquivos no pc, reli, gostei e estou postando! ...
Resenha: “A Educação Está Mudando Radicalmente”
_ José Manuel Moran _
Quando o assunto é Educação, pode-se dizer que em nosso país existem diversas realidades, desde a mais tradicional a mais inovadora. Isso porque estamos passando por uma mudança complexa e lenta no processo pedagógico, e nos demais acontecimentos dentro e fora da escola.
É importante ressaltar que educar não é um processo que ocorre apenas no âmbito familiar e escolar, mas em todas as esferas sociais que um indivíduo freqüenta. É “a soma de todos os processos de transmissão do conhecimento, do culturalmente adquirido e de aprendizagem de novas idéias, procedimentos, soluções realizados por pessoas, grupos, instituições, organizada ou espontaneamente, formal ou informalmente.”
Contudo, não há como fechar os olhos à ineficácia do ensino atual, já que é possível contatarmos que grande parte dos estudantes sabe muito pouco ao acabar os estudos se levado em conta o tempo em que permaneceram na escola. E isso não é constatado apenas ao término do Ensino Médio, pois podemos verificar a mesma situação no Ensino Superior.
A questão é saber a quem recai a culpa, aos estudantes? Provavelmente, não. Sem dúvida há uma grave falha no processo educativo que é, em parte, culpa do sistema, mas de maior responsabilidade do professor.
Para que a mudança tenha o impacto desejado, é necessário em primeiro lugar ter na escola, educadores com um amadurecimento intelectual, emocional e ético, que valorizem mais a busca do que o resultado pronto, o estímulo a repressão, aptos a estabelecer formas democráticas de pesquisa e de comunicação. É necessário que se tire o rótulo negativo que há na profissão de professor e da imagem da escola.
Em segundo lugar, os administradores escolares devem ser mais abertos, apoiando professores inovadores, para que haja intercâmbio de idéias, e equilibrem o gerenciamento burocrático, tecnológico, pedagógico e humano. Deve haver equilíbrio entre planejamento e criatividade.
Essas novas atitudes refletirão nos alunos, que se tornarão mais motivados e curiosos, facilitando o processo de ensino/ aprendizagem. Se o aluno é confiante, aprende mais e com mais facilidade. Torna-se mais simples assim trabalhar limites, disciplina, direito e deveres, a dimensão social e grupal.
Outro aspecto importante para que a melhoria da escola aconteça, é a utilização das novas tecnologias na prática pedagógica, aproximando o aluno da realidade social que nos bombardeia com novas informações, imagens e dados a cada dia, de forma rápida e atraente. A aquisição desses novos conteúdos, dependerá cada vez menos dos professores, que ficam com o papel principal de assistência do aluno a interpretar esses dados, a relacioná-los, a contextualizá-los.
A educação não avança o esperado, porque vivemos em uma avalanche de propostas individualistas. Para que se eduque para a autonomia e para a liberdade é necessário a realização de projetos participativos e interativos, respeitando diferenças, orientados por pessoas e organizações livres. É evidente, assim, a necessidade de uma mudança também nos processos de gestão da escola, nas relações humanas inter-pessoais, grupais e organizacionais.
Desta forma, a escola começa a modificar –se para sair do papel estável em que se encontra, buscando responder às atuais necessidades da sociedade e acompanhar o progresso científico e tecnológico mundial. Contudo isso não é uma tarefa fácil, afinal não há fórmula, receita ou modelo pronto para ser seguido. É preciso muita ousadia, tentativa, erros e acertos pra se encontrar uma nova forma de educar, mais dinâmica e eficiente. O importante neste momento é dar-se enfoque às melhorias do processo educacional, a nossa capacidade de aprender e mudar, e tirar o olhar apenas daquilo que continua estagnado.
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